Descrição: O tempo político de tensionamentos é uma obra coletiva organizada por Richard Silva dos Santos, Waldenilson Teixeira Ramos, Darlan Gomes Santos, Fernando da Silva Mancebo, Victória Rosa Da Silva e Maria Eduarda Vila-Cha da Cruz da Gama D'Eça Teixeira, publicada pela NUEST Editora em 2026. O livro é fruto dos debates iniciados no II Congresso Nacional dos Estudos em Subjetividade, Política e Arte e busca ir além do registro de comunicações científicas, oferecendo capítulos de alta densidade teórica para enfrentar as complexidades e violências do mundo contemporâneo. A obra organiza-se em torno de quatro eixos fundamentais:
Educação, Infância e Subjetividade: Problematiza a "lógica diagnóstica" e a medicalização da infância, investigando como rótulos psicopatológicos podem estigmatizar crianças no ambiente escolar. Em contrapartida, resgata saberes ancestrais das mulheres amazônicas como práticas de resistência decolonial.
Saúde Mental e Luta Antimanicomial: Analisa os desafios da reforma psiquiátrica brasileira, denunciando a permanência de lógicas manicomiais em comunidades terapêuticas e hospitais de custódia, ao mesmo tempo em que defende o cuidado em liberdade e a escuta psicanalítica como ato político.
Política, Liberdade e Neoliberalismo: Enfrenta a disputa conceitual sobre a liberdade no Brasil atual, contrapondo a racionalidade neoliberal à necessidade de uma democracia substantiva. Discute também o papel da Inteligência Artificial na inclusão educacional.
Arte, Estética e Resistência: Aborda a arte (da cerâmica popular à fotografia e literatura) como um gesto político capaz de reconfigurar a percepção e desconstruir olhares capacitistas.Guiada pelo compromisso com uma ciência indissociável da ética, a obra posiciona-se como um instrumento de insubmissão e resistência frente às estruturas de poder que silenciaram historicamente a diversidade e a singularidade dos sujeitos.
Palavras-chave: Congresso; Contemporaneidade; Subjetividade.